A Reforma Tributária inaugura um novo modo de tributar o consumo no Brasil e, com isso, exige das empresas um movimento coordenado de adaptação técnica e organizacional.
Com base na EC nº 132/2023 e na LC nº 214/2025, a transição tem marcos práticos já definidos em cronograma oficial (ano-teste em 2026, início de CBS com extinção gradual de PIS/COFINS a partir de 2027, migração progressiva de ICMS/ISS para IBS entre 2029 e 2032 e vigência integral do novo modelo em 2033).
Trata-se de revisar a lógica com que os sistemas calculam e registram tributos, calibrar cadastros para evitar distorções e garantir que as informações circulem com consistência entre áreas e aplicações.
No período de teste da NF-e (a partir de out/2025), os novos campos de CBS, IBS e IS ficam opcionais para testes; a utilização passa a ser obrigatória em jan/2026 (imagem “NF-e – a estrela da reforma”).
O foco é continuidade operacional com governança, ou seja, manter o negócio girando enquanto se ajusta o motor. Isso pede planejamento em ondas, testes controlados, critérios claros de homologação e indicadores de confiabilidade para cada etapa.
Estamos à disposição para atualizar a Base de Homologação do Next One e enviar o manual operacional e o vídeo explicativo da nova funcionalidade de NF-e/NFS-e nacional.
Ao longo da transição, a prioridade é que seus sistemas sejam compreendidos de ponta a ponta, de forma que emissão, apuração e análise gerencial permaneçam coerentes e auditáveis. Quando a base técnica está certa, o restante do processo flui.
Inclusão: A própria nota fiscal ganha papel central: além de validar a emissão, declara fluxo de pagamento/recebimento e concilia créditos de IBS/CBS, com apuração mensal (imagem “NF-e – por que a nota será tão importante?”).
O contexto de mercado reforça a urgência, pois apenas 13,5% dos profissionais dizem que suas empresas estão prontas para as mudanças; há ainda um grupo que nem iniciou um plano de adaptação (dados do estudo da All Tax, empresa especializada em automação fiscal e tributária). A Next SI faz parte dos 13% preparados e, ao longo deste conteúdo, vamos te preparar também! Continue a leitura.
Índice
Impactos gerais da reforma tributária
O novo modelo substitui gradualmente os tributos atuais por um sistema mais padronizado. Essa mudança repercute diretamente na forma de emitir e escriturar documentos fiscais, na qualidade dos dados cadastrados e na governança das informações.
Linha do tempo:
- 2026 – ano-teste: alíquotas de referência de 0,9% (CBS) e 0,1% (IBS), compensáveis com PIS/COFINS.
• 2027 – cobrança de CBS e extinção de PIS/COFINS; início de Imposto Seletivo.
• 2029–2032 – transição de ICMS/ISS para IBS (10% em 2029; 20% 2030; 30% 2031; 40% 2032).
• 2033 – vigência integral do novo modelo e extinção de ICMS/ISS.
Na prática, as notas passam a seguir regras e campos próprios do novo regime; os cadastros de produtos e serviços precisam estar consistentes para que o crédito seja apropriado de maneira correta; e os processos deixam de “consertar no fechamento” para prevenir falhas na origem. É possível verificar mais informações em: LEI COMPLEMENTAR Nº 214.
Para NFS-e, é imprescindível verificar com o município se já aderiu ao padrão nacional; se não, realizar consulta formal sobre o cronograma local e impactos.
Para facilitar a compreensão, imagine o cenário em que um item muito vendido permanece com classificação fiscal desatualizada, a nota pode até sair aparentemente correta, mas a apuração do crédito fica abaixo do que deveria, um desgaste silencioso de margem.

Impactos para setor da tecnologia
Nas empresas de tecnologia e nas áreas internas de TI o impacto aparece nas quatro etapas, sendo elas sistemas, fluxos, automações e dados.
- Sistemas: Os emissores devem estar readequados para campos CBS, IBS e IS (alíquota, redução e regimes especiais) na NF-e e na NFS-e padrão nacional (imagem “NF-e”).
- Fluxos: Entre out/2025 e dez/2025, operar em regime de testes (campos opcionais) antes da obrigatoriedade em jan/2026; criar checkpoint pré-faturamento para validar cadastro/regra fiscal e evitar rejeições.
- Automações (RPA): Atualizar lógicas, registrar trilhas de auditoria e emitir alertas para exceções ligadas aos novos campos/validações.
- Dados: Preparar conciliar créditos de IBS/CBS a partir da própria NF e apuração mensal (imagem “NF-e – importância”).
De acordo com a FENACON (Federação Nacional das Empresas de Serviços Contábeis e das Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas), o ERP precisa incorporar novas regras de cálculo e novos layouts de documento. Isso inclui campos específicos para CBS/IBS/IS na NF-e e na NFC-e, com validações que passam a rejeitar emissões fora do padrão conforme o cronograma oficial.
Diante desse cenário de ajustes técnicos e operacionais, o caminho mais seguro costuma começar aos poucos, ajuste um recorte do portfólio que concentra receita, rode testes controlados, valide emissão e integrações e só então amplie o escopo. É a estratégia de menor atrito recomendada em conteúdos especializados sobre a adaptação tecnológica à reforma.
Próximos passos para quem não se preparar
Adiar a adaptação costuma empurrar a empresa para um modo reativo onde os erros se repetem, créditos se perdem, multas aparecem e o time passa a apagar incêndios enquanto projetos estratégicos ficam parados.
Com o calendário travado (teste 2026, cobrança/alterações 2027+, transição 2029–2032 e integral em 2033), postergar reduz janela de testes e aumenta risco de não conformidade já nas primeiras validações obrigatórias de jan/2026.
O melhor momento para agir é agora, quando ainda existe margem para testar e corrigir com pressão menor. A abordagem mais eficiente é trabalhar em ondas curtas, começando pelo que tem maior impacto em receita e risco, adicionando um ponto de verificação fiscal no caminho do pedido para a nota, atualizando os robôs que tocam maior volume e acompanhando tudo em um painel simples de transição.
A Next SI pode atualizar sua base de homologação, disponibilizar manual operacional e vídeo explicativo para o uso da nova funcionalidade.

A Next SI está preparada
A Next SI acompanha a regulamentação passo a passo e já executa planos de adequação com clientes de diferentes portes e setores. Estamos à frente em antecipar ajustes técnicos e de processo para evitar riscos e manter o seu negócio seguro.
O ERP Next One já está com nova funcionalidade disponível para testes de NF-e e NFS-e (padrão nacional), aderente à EC 132/2023 e à LC 214/2025. Para NFS-e, verifique a adesão do seu município ao padrão nacional; se ainda não aderiu, formalize consulta sobre cronograma e impactos.
Estamos acompanhando cada fase da regulamentação e conduzindo um plano de adequação, priorizando o que afeta emissão, recebimento e apuração para que sua operação passe pela transição com segurança e previsibilidade.
Patrocinamos oficialmente o Evento sobre os Impactos da Reforma Tributária no dia 08 de outubro de 2025 e se você não esteve presente e está com dúvidas sobre o impacto que terá na sua empresa, entre em contato, estamos à disposição para te atender!








